Prêmio Tim-Ganaram de música
Prêmio Timganaram de música, um afago à música conformista brasileira. Uma decepção. Um prêmio à falta de ousadia que deve andar junto com a falta de senso estético: Sandra de Sá ganhar na categoria Pop-rock é burrice da organização. Nunca vi Sandra de Sá fazer rock, e ainda assim a coitada tem que sorrir pra câmera e agradecer o equívoco de estilo em que foi enquadrada (Artista no Brasil tem que ser subserviente mesmo, preto então, tem que sorrir muito, senão...). Tudo bem querer dar um prêmio à diva funk brazuca mas daí encaixai-la numa categoria a qual não pertence, confunde o público e a carreira da tia e deixa nas entrelhinhas a disposição tapa-buraco da premiação.
Tudo bem, qualquer pessoa ligada ao universo da música sabe que aquilo ali é o prêmio do jaba das majors, contemplando quem tiver potencial pra vender acima de 100.00 discos e claro ( opa ), fazer uma mea-culpa premiando honestamente expoentes da música instrumental brasileira. Mas se o assunto é vendagem de discos vamos pelo menos coloca-los na prateleira certa: Naná Vasconcelos ganhar na categoria Pop-Rock é no mínimo falta de respeito com a carreira do percussionista brasileiro mais admirado ( e menos ouvido) no mundo. A categoria em que poderia ser escalado pra concorrer é, e sempre foi, música instrumental, repito: Música instrumental. Nunca ouvi falar de um disco de rock de Naná. Falta de visão é mato, principalmente num ano em que grandes discos de rock foram feitos no Brasil por bandas que estão, ainda, no universo independente, como Daniel Belleza e os Corações em Fúria, Detetives, Cachorro Grande e muitos, muitos outros, clara evidência da distância que o prêmio toma da produção que dá novo fôlego a música popular nacional ...Não vou nem falar de LENINE por que não ouvi o "In Citté", disco ao vivo gravado na França que foi o grande premiado da noite, e porque deixei de ouvir LENINE depois de "O Dia Em Que Faremos Contato", seu segundo disco. Os demais que vieram caíram na fórmula música-pra-novela, que agrada a muitos mas não à mim. As letras continuaram boas mas acompanhadas de música pra esse formato empobrecedor.
Confuso e pouco ousado, o prêmio Tim este ano também destacou uma popularesca nulidade chamada Zélia Duncan, que sempre esperou o prêmio em outras edições e o júri, conscientemente, o negou; Mas quem é que resiste aos apelos do Deus Mercado? Se vende é por que é bom! Não é, senhores jurados? Festa lamentável, sinalizada (na TV) por depoimentos de atores globais que mais parecia torcida à Galvão Bueno. Só faltou o "Da-lhe Zééélia !!. Se foi festa da Globo onde estão Paulinho Moska e Orlando Morais, as virtuoses criativas preferidas de 9 entre 10 elencados do Projac? Ai, Ai, Ai...

1 Comments:
!!!
essa galera pensa que tudo desce goela abaixo e empurram as coisas deles e são os próprios que se entalam com porcarias, modelinhos e nulidades. e a falta de noção é gritante para os que ficam de pé só esperando o próximo aplauso.
e estes sorriem, sorriem, sorriem, pois estão num filminho hahaha.
boa, Alfaia!
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